Packaging vintage: um olhar sobre a origem das marcas

07-05-2018 .- Europac

Pense num produto. Qualquer um. Pense agora no seu fabricante, na marca: Com que imagem fica na sua cabeça?

É muito provável que, ao imaginar alguns dos produtos que consome habitualmente, tenha igualmente pensado nas respetivas embalagens e marcas. Será o packaging uma parte fundamental desse produto? Sim, é. Por várias razões: cumprem critérios práticos de segurança e utilidade e também critérios emocionais, que aludem ao relacionamento pessoal de cada utilizador com determinadas marcas. O packaging é, sem dúvida, uma ferramenta de comunicação e vendas. É hoje e, claro, tem sido ao longo do desenvolvimento, em paralelo, dos sectores da distribuição e da publicidade.

Conhecer as raízes de uma marca implica, em muitos casos, viajar ao início do século XX. Viajar até 1930, quando o desenvolvimento da litografia introduziu os primeiros desenhos de produtos e, com eles, a capacidade de uma marca transmitir ao consumidor os valores e as características desse produto. A ligação entre marca e consumidor nasce, deste modo, através do packaging.

E a publicidade deve muito ao packaging. Tem sido o seu suporte, guia e parte fundamental – principal, poderia dizer-se até – da sua origem. O britânico James Pilditch foi o primeiro a reconhecer o potencial do design e da embalagem para geral valor económico. Em 1968, publicou "O vendedor silencioso"¹ para referir-se à relação entre o packaging e a sua capacidade de vendas. Uma relação que não parou de crescer ao longo dos anos.

Hoje, muitas marcas estão a retornar às suas origens. Numa época em que consumidores querem um relacionamento mais pessoal com as marcas que consomem, os produtores exploram uma tendência que redescobre a sua essência: o packaging vintage. Uma tendência que acarreta memórias e nos leva aos anos dourados do "vendedor silencioso" através de uma estratégia de marca que recupera uma herança mais clássica.

Para compreender a herança de uma marca observe o seu packaging.

 


¹ Pilditch J., (1968). El Vendedor Silencioso: Cómo Realizar Envases Que Venden. Oikos-Tau, S.A. Ediciones.